Publicamos aqui, de forma aberta e com metodologia declarada, o que a nossa base de monitoramento mostra sobre o cumprimento de preço mínimo anunciado no comércio eletrônico brasileiro. Esta página é atualizada periodicamente e a URL permanece a mesma.
O número principal: 27,6% dos anúncios monitorados estavam abaixo do preço mínimo definido pela marca. São 38.381 de 138.840 anúncios com preço coletado entre 6 e 13 de outubro de 2026, em canais onde o vínculo entre anúncio e produto é feito por EAN/SKU.
Cobertura da base
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Canais monitorados com anúncios ativos | 37 |
| Anúncios vivos na base | 420.053 |
| Marcas ativas | 41 |
| Produtos monitorados | 5.718 (5.130 com preço mínimo definido) |
| Vendedores distintos identificados | 13.660 |
Os canais incluem Mercado Livre, Magalu, Shopee e Amazon, além de lojas virtuais de varejistas — Loja Eucatex, WebContinental, Petlove, Leroy Merlin, Cobasi, FastShop, Petz, KaBuM!, Loja do Mecânico, Drogaria São Paulo, Telha Norte, Obramax e outros.
A profundidade da violação
Quando um anúncio está abaixo do mínimo, a diferença raramente é de centavos — mas também não costuma ser a liquidação agressiva que se imagina:
- desvio mediano: 11,8% abaixo do preço mínimo
- desvio médio: 17,0%
- pior caso da janela: 98,7%
A distância entre a mediana (11,8%) e a média (17,0%) indica o que já observamos em outras análises: a maior parte das violações é de pequena monta, e uma minoria de casos extremos puxa a média para cima. É a erosão contínua, não o desconto espetacular, que define o preço de referência de uma categoria.
Quantos vendedores violam
38,6% dos vendedores têm ao menos um anúncio abaixo do preço mínimo — 5.275 de 13.660 vendedores distintos identificados na base.
Vale ler esse número junto com outro, que publicamos em análise anterior: a exposição é concentrada. Cerca de 2% dos vendedores respondem por metade de todos os anúncios. Ou seja, a maior parte dos violadores é cauda longa de baixo impacto, e um grupo pequeno concentra o efeito real sobre o preço de mercado.
O dado que ninguém publica: o método de identificação muda o resultado
Esta é a parte mais importante desta página, e a razão pela qual não divulgamos uma taxa única.
| Como o produto é reconhecido | Anúncios avaliados | Violação medida |
|---|---|---|
| Por EAN/SKU (código do produto) | 138.840 | 27,6% |
| Por nome (canal que não expõe EAN) | 10.290 | 37,6% |
A diferença de 10 pontos percentuais não significa que um canal viole mais que o outro. Significa que casar produto por nome gera falso positivo: o sistema compara um kit com uma unidade, um tamanho com outro, uma versão antiga com a atual — e conta como violação o que não é.
Qualquer número de violação de PMA divulgado sem informar como o produto foi identificado deve ser lido com desconfiança. Uma taxa alta pode ser apenas um matching ruim.
Velocidade de mudança de preço
10,9% dos anúncios mudaram de preço em 7 dias — 14.902 de 136.517 anúncios com pelo menos três leituras na janela.
Em termos práticos: a cada semana, um em cada nove anúncios tem preço diferente. É a razão pela qual conferência manual mensal, ou mesmo semanal, chega sempre atrasada — quando a planilha fica pronta, ela já descreve um mercado que mudou.
Metodologia
- Janela: 6 a 13 de outubro de 2026. Para cada anúncio, considera-se o último preço coletado na janela.
- Preço mínimo considerado: promoção vigente, quando houver; depois o preço mínimo específico do anúncio; por último o preço mínimo do produto vinculado. Nunca o valor carimbado no momento da coleta, que segue o EAN pesquisado e erra em anúncio recategorizado por curadoria.
- Excluídos da conta: anúncios desqualificados pela curadoria; anúncios finalizados, pausados ou sem coleta na janela; produtos sem preço mínimo definido ou com valor de preenchimento (≤ R$ 1) — 588 dos 5.718 produtos ativos.
- Separação declarada: canais com vínculo por EAN são contados separadamente do canal com vínculo por nome.
- Fonte: base própria de monitoramento da Scana, medida em 13/10/2026.
Ressalva importante sobre o alcance destes dados
Estes números descrevem a base monitorada pela Scana — marcas que contrataram monitoramento, em geral porque já suspeitavam de um problema de preço nos seus canais. Eles não devem ser extrapolados para todo o e-commerce brasileiro.
É razoável supor que o universo monitorado tenha incidência de violação maior do que a média do mercado, justamente por autosseleção. Preferimos declarar esse viés a publicar um número redondo sem contexto.
Um dado que medimos e decidimos não publicar nesta edição: a diferença de preço do mesmo produto entre canais distintos. O valor apurado é alto demais para ser divulgado antes de uma auditoria mais fina, porque parte dele vem de anúncios de kit vinculados ao produto unitário — o mesmo efeito de falso positivo descrito acima. Publicaremos quando a curadoria de kits estiver concluída.
Perguntas frequentes
Qual o percentual de anúncios que violam o preço mínimo no Brasil?
Na base monitorada pela Scana, entre 6 e 13 de outubro de 2026, 27,6% dos anúncios estavam abaixo do preço mínimo definido pela marca, considerando canais com identificação por EAN/SKU. O número se refere à base monitorada e não deve ser estendido a todo o e-commerce.
Quanto abaixo do preço mínimo os vendedores costumam anunciar?
O desvio mediano é de 11,8% abaixo do preço mínimo e o médio, 17,0%. A diferença entre os dois indica que a maioria das violações é pequena e uma minoria de casos extremos eleva a média.
Quantos vendedores descumprem a política de preço de uma marca?
38,6% dos vendedores identificados têm ao menos um anúncio abaixo do mínimo — 5.275 de 13.660. Porém a exposição é concentrada: cerca de 2% dos vendedores respondem por metade dos anúncios.
Por que a taxa de violação muda conforme o canal?
Porque o método de identificação do produto muda. Em canais com EAN, a medição dá 27,6%; em canal onde o vínculo depende do nome do produto, o mesmo cálculo dá 37,6%. A diferença é majoritariamente falso positivo de matching, não comportamento diferente do vendedor.
Com que frequência o preço muda nos marketplaces?
10,9% dos anúncios mudaram de preço em 7 dias na nossa amostra. Na prática, um em cada nove anúncios tem preço diferente a cada semana.
Qual o tamanho da base usada neste índice?
420.053 anúncios vivos em 37 canais, de 41 marcas e 5.718 produtos, com 13.660 vendedores distintos identificados. A apuração de violação usou os 138.840 anúncios com preço coletado na janela e preço mínimo válido.
Estes dados podem ser citados?
Sim. Pedimos apenas que a citação mantenha a fonte (Índice PMA Scana, outubro de 2026), a base e a ressalva de que os números descrevem a base monitorada pela Scana e não o e-commerce brasileiro como um todo.
Como este índice é produzido
A apuração é feita por consulta direta à base de monitoramento, com os critérios descritos acima, e é reexecutável a qualquer momento. Atualizamos esta página periodicamente, mantendo a mesma URL para que a série histórica possa ser acompanhada.
Para entender como esse monitoramento funciona na prática, veja como monitorar preço em marketplaces e lojas virtuais.