SCANA

Índice PMA Scana: 27,6% dos anúncios monitorados estão abaixo do preço mínimo

Dado próprio, com metodologia declarada: 38.381 de 138.840 anúncios abaixo do preço mínimo da marca entre 6 e 13/10/2026, desvio mediano de 11,8% e 10,9% dos anúncios mudando de preço em 7 dias. Inclui o número que ninguém publica: identificar o produto por nome em vez de EAN infla a violação medida em 10 pontos.

Monitoramento de Preços · 9 min · 13/10/2026

Publicamos aqui, de forma aberta e com metodologia declarada, o que a nossa base de monitoramento mostra sobre o cumprimento de preço mínimo anunciado no comércio eletrônico brasileiro. Esta página é atualizada periodicamente e a URL permanece a mesma.

O número principal: 27,6% dos anúncios monitorados estavam abaixo do preço mínimo definido pela marca. São 38.381 de 138.840 anúncios com preço coletado entre 6 e 13 de outubro de 2026, em canais onde o vínculo entre anúncio e produto é feito por EAN/SKU.

Cobertura da base

IndicadorValor
Canais monitorados com anúncios ativos37
Anúncios vivos na base420.053
Marcas ativas41
Produtos monitorados5.718 (5.130 com preço mínimo definido)
Vendedores distintos identificados13.660

Os canais incluem Mercado Livre, Magalu, Shopee e Amazon, além de lojas virtuais de varejistas — Loja Eucatex, WebContinental, Petlove, Leroy Merlin, Cobasi, FastShop, Petz, KaBuM!, Loja do Mecânico, Drogaria São Paulo, Telha Norte, Obramax e outros.

A profundidade da violação

Quando um anúncio está abaixo do mínimo, a diferença raramente é de centavos — mas também não costuma ser a liquidação agressiva que se imagina:

  • desvio mediano: 11,8% abaixo do preço mínimo
  • desvio médio: 17,0%
  • pior caso da janela: 98,7%

A distância entre a mediana (11,8%) e a média (17,0%) indica o que já observamos em outras análises: a maior parte das violações é de pequena monta, e uma minoria de casos extremos puxa a média para cima. É a erosão contínua, não o desconto espetacular, que define o preço de referência de uma categoria.

Quantos vendedores violam

38,6% dos vendedores têm ao menos um anúncio abaixo do preço mínimo — 5.275 de 13.660 vendedores distintos identificados na base.

Vale ler esse número junto com outro, que publicamos em análise anterior: a exposição é concentrada. Cerca de 2% dos vendedores respondem por metade de todos os anúncios. Ou seja, a maior parte dos violadores é cauda longa de baixo impacto, e um grupo pequeno concentra o efeito real sobre o preço de mercado.

O dado que ninguém publica: o método de identificação muda o resultado

Esta é a parte mais importante desta página, e a razão pela qual não divulgamos uma taxa única.

Como o produto é reconhecidoAnúncios avaliadosViolação medida
Por EAN/SKU (código do produto)138.84027,6%
Por nome (canal que não expõe EAN)10.29037,6%

A diferença de 10 pontos percentuais não significa que um canal viole mais que o outro. Significa que casar produto por nome gera falso positivo: o sistema compara um kit com uma unidade, um tamanho com outro, uma versão antiga com a atual — e conta como violação o que não é.

Qualquer número de violação de PMA divulgado sem informar como o produto foi identificado deve ser lido com desconfiança. Uma taxa alta pode ser apenas um matching ruim.

Velocidade de mudança de preço

10,9% dos anúncios mudaram de preço em 7 dias — 14.902 de 136.517 anúncios com pelo menos três leituras na janela.

Em termos práticos: a cada semana, um em cada nove anúncios tem preço diferente. É a razão pela qual conferência manual mensal, ou mesmo semanal, chega sempre atrasada — quando a planilha fica pronta, ela já descreve um mercado que mudou.

Metodologia

  • Janela: 6 a 13 de outubro de 2026. Para cada anúncio, considera-se o último preço coletado na janela.
  • Preço mínimo considerado: promoção vigente, quando houver; depois o preço mínimo específico do anúncio; por último o preço mínimo do produto vinculado. Nunca o valor carimbado no momento da coleta, que segue o EAN pesquisado e erra em anúncio recategorizado por curadoria.
  • Excluídos da conta: anúncios desqualificados pela curadoria; anúncios finalizados, pausados ou sem coleta na janela; produtos sem preço mínimo definido ou com valor de preenchimento (≤ R$ 1) — 588 dos 5.718 produtos ativos.
  • Separação declarada: canais com vínculo por EAN são contados separadamente do canal com vínculo por nome.
  • Fonte: base própria de monitoramento da Scana, medida em 13/10/2026.

Ressalva importante sobre o alcance destes dados

Estes números descrevem a base monitorada pela Scana — marcas que contrataram monitoramento, em geral porque já suspeitavam de um problema de preço nos seus canais. Eles não devem ser extrapolados para todo o e-commerce brasileiro.

É razoável supor que o universo monitorado tenha incidência de violação maior do que a média do mercado, justamente por autosseleção. Preferimos declarar esse viés a publicar um número redondo sem contexto.

Um dado que medimos e decidimos não publicar nesta edição: a diferença de preço do mesmo produto entre canais distintos. O valor apurado é alto demais para ser divulgado antes de uma auditoria mais fina, porque parte dele vem de anúncios de kit vinculados ao produto unitário — o mesmo efeito de falso positivo descrito acima. Publicaremos quando a curadoria de kits estiver concluída.

Perguntas frequentes

Qual o percentual de anúncios que violam o preço mínimo no Brasil?

Na base monitorada pela Scana, entre 6 e 13 de outubro de 2026, 27,6% dos anúncios estavam abaixo do preço mínimo definido pela marca, considerando canais com identificação por EAN/SKU. O número se refere à base monitorada e não deve ser estendido a todo o e-commerce.

Quanto abaixo do preço mínimo os vendedores costumam anunciar?

O desvio mediano é de 11,8% abaixo do preço mínimo e o médio, 17,0%. A diferença entre os dois indica que a maioria das violações é pequena e uma minoria de casos extremos eleva a média.

Quantos vendedores descumprem a política de preço de uma marca?

38,6% dos vendedores identificados têm ao menos um anúncio abaixo do mínimo — 5.275 de 13.660. Porém a exposição é concentrada: cerca de 2% dos vendedores respondem por metade dos anúncios.

Por que a taxa de violação muda conforme o canal?

Porque o método de identificação do produto muda. Em canais com EAN, a medição dá 27,6%; em canal onde o vínculo depende do nome do produto, o mesmo cálculo dá 37,6%. A diferença é majoritariamente falso positivo de matching, não comportamento diferente do vendedor.

Com que frequência o preço muda nos marketplaces?

10,9% dos anúncios mudaram de preço em 7 dias na nossa amostra. Na prática, um em cada nove anúncios tem preço diferente a cada semana.

Qual o tamanho da base usada neste índice?

420.053 anúncios vivos em 37 canais, de 41 marcas e 5.718 produtos, com 13.660 vendedores distintos identificados. A apuração de violação usou os 138.840 anúncios com preço coletado na janela e preço mínimo válido.

Estes dados podem ser citados?

Sim. Pedimos apenas que a citação mantenha a fonte (Índice PMA Scana, outubro de 2026), a base e a ressalva de que os números descrevem a base monitorada pela Scana e não o e-commerce brasileiro como um todo.

Como este índice é produzido

A apuração é feita por consulta direta à base de monitoramento, com os critérios descritos acima, e é reexecutável a qualquer momento. Atualizamos esta página periodicamente, mantendo a mesma URL para que a série histórica possa ser acompanhada.

Para entender como esse monitoramento funciona na prática, veja como monitorar preço em marketplaces e lojas virtuais.

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